quinta-feira, 29 de maio de 2008

Fusão de Teles


Fusão de teles não provocará demissões, garante Falco, presidente da OI. De acordo com seu ponto de vista, somente empresas unidas, terão condições de competir com as estrangeiras já instaladas.
O Negócio foi anunciado em abril, porém ainda há pendência (depende de uma alteração no Plano Geral de Outorgas-PGO)sob responsabilidade da Anatel.

Em audiência das comissões de Ciência e Tecnologia e de Defesa do Consumidor da Câmara, Falco destacou que 94% dos cargos da nova companhia são de funcionários que trabalham na ponta, não havendo possibilidade de sobreposição. “O funcionário que sobe no poste em Goiânia não é o mesmo que sobe no Rio de Janeiro”, explicou.

Como forma de comprovar que existe a necessidade de contratação de novos funcionários para a nova companhia, Falco destacou que somente a OI tem 300 vagas abertas em São Paulo, além de outras 500 nos demais estados. A empresa pretende ainda selecionar 600 estagiários ainda em 2008.

O presidente da OI também defende que a fusão não irá gerar uma concentração do mercado, visto que, enquanto a Brasil Telecom tem grande atuação nas regiões Sul e Centro-Oeste, a OI é mais forte nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte. “Estamos apenas ganhando escala e não concentrando o mercado. Essa fusão vai estimular a competição com as outras companhias estrangeiras”. Ele defende a fusão, pois alega atualmente já existem no mercado duas “superteles”, sendo uma espanhola, que controla a Telefônica e a Vivo, e outra mexicana, dona da Embratel e da Claro. Ele apresentou números de mercado que mostram que, após a fusão, a nova empresa continuaria atrás das concorrentes.

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