Fusão de teles não provocará demissões, garante Falco, presidente da OI. De acordo com seu ponto de vista, somente empresas unidas, terão condições de competir com as estrangeiras já instaladas.
O Negócio foi anunciado em abril, porém ainda há pendência (depende de uma alteração no Plano Geral de Outorgas-PGO)sob responsabilidade da Anatel.
Em audiência das comissões de Ciência e Tecnologia e de Defesa do Consumidor da Câmara, Falco destacou que 94% dos cargos da nova companhia são de funcionários que trabalham na ponta, não havendo possibilidade de sobreposição. “O funcionário que sobe no poste em Goiânia não é o mesmo que sobe no Rio de Janeiro”, explicou.
Como forma de comprovar que existe a necessidade de contratação de novos funcionários para a nova companhia, Falco destacou que somente a OI tem 300 vagas abertas em São Paulo, além de outras 500 nos demais estados. A empresa pretende ainda selecionar 600 estagiários ainda em 2008.
O presidente da OI também defende que a fusão não irá gerar uma concentração do mercado, visto que, enquanto a Brasil Telecom tem grande atuação nas regiões Sul e Centro-Oeste, a OI é mais forte nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte. “Estamos apenas ganhando escala e não concentrando o mercado. Essa fusão vai estimular a competição com as outras companhias estrangeiras”. Ele defende a fusão, pois alega atualmente já existem no mercado duas “superteles”, sendo uma espanhola, que controla a Telefônica e a Vivo, e outra mexicana, dona da Embratel e da Claro. Ele apresentou números de mercado que mostram que, após a fusão, a nova empresa continuaria atrás das concorrentes.






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