Com certeza os mais novos não se lembram, mas para aqueles que já passaram dos 30 anos, a marca continua "fresca" na lembrança. Em 2001, um estudo de “Top of Mind” realizado pela Folha de São Paulo constatou que a Kolynos ainda era a marca mais lembrada dentro da categoria (33%), ou seja, mais de quatro anos depois da sua condenação ao exílio pelo CADE, ela continuava sendo sinônimo de creme dental. A força desta marca era tão grande que apenas recentemente, em 2003, quando indagados por uma pesquisa, que tinha o objetivo de tabular as marcas mais lembradas na cabeça do consumidor (Top of Mind), a Kolynos perdeu a primeira posição para sua substituta, a Sorriso. Um fato incrível já que desde 1997 a marca havia sido extinta.
A partir de setembro de 2001 o creme dental poderia voltar as pratileiras, porém isto não ocorreu, pois a empresa optou por manter a marca Sorriso (sua substituta), extinguindo de vez Kolynos de seu portfólio.
Este caso,o da velha marca de creme dental Kolynos se transformou num estudo clássico da gestão e do marketing. É possível, também, que passe para a história dos negócios como um exemplo de como uma empresa pode reagir ao fim de um de seus principais ativos, a marca. Ao lado do sabão em pó Omo, do Bombril, do bombom Sonho de Valsa e dos sorvetes Kibon, a Kolynos - com suas cores verde e amarela e aquele tradicional "Aaah!" nas peças publicitárias - era uma espécie de símbolo do mercado de consumo brasileiro.
Amanhã continuaremos com o estudo deste caso.
Abraços






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